Biografia



Nasci de cesárea aos sete meses, no hospital do Servidor, na grande São Paulo no verão de 1978. Desde então moro em uma cidade do interior no estado Paulistano.
Ansiosa de carteirinha, quando me perguntam se nasci de sete meses... Adivinhem a resposta?
 Amo o que eu sou.
Narcisista pura. Tenho defeitos (sou completamente consciente deles), muito mais do que qualidades (aliás, estas me são mínimas) e sinceramente não sei como sobreviveria sem estes defeitos pelos quais sou inteiramente apaixonada.
Espero viver o bastante para lerem em meu epitáfio: “Aqui jaz uma centenária que sorveu a vida até a última gota”. Casada. Casei-me por amor, mas não sei o que me mantém aqui. Bem provável que com o tempo a paixão e o amor se unam para darem a luz um sentimento mais brando, suave ... E por ser suave, muitas vezes me incomoda! Mãe de três preciosidades (uma delas me deu adeus aos 23 dias de nascido), nas quais tenho o privilégio de me ver em cada um deles e se for capaz de juntá-los terá um mosaico do que é a Marjory.
Sou uma mulher apaixonada, por tudo que faz e se não sou apaixonada, deliberadamente detesto.
 O ser dos extremos?
–Prazer. Marjory!
Ou gosto ao limite do que se pode gostar ou detesto na mesma intensidade. Não sei viver no meio termo, desconheço o significado da palavra 'Equilíbrio'.
Não me importo em agradar, também não me incomoda em desagradar. Não mudo por ninguém, nem faço alguma coisa só pra agradar outrem. Não sou auto suficiente, preciso de outras pessoas e dos meus, aqui, bem perto. Mas a ideia de ter alguém perto de mim por qualquer motivo que seja contrário ao fato de ser por vontade própria e por se sentir bem ao meu lado me enoja. Sou o que sou e estou satisfeita com a pessoa que me tornei. Capaz de ser extremamente feliz nos momentos felizes e extremamente triste nos momentos tristes. E ter o privilégio de viver todos eles me extasia, faz com que veja a sutileza da vida na minha existência. Viver é simplesmente maravilhoso!
 Mudei muito e sigo em constante mutação. Durante as fases da minha vida fui muitas Marjory’s e cada uma delas me ensinou algo.
Se me encurralar, viro algo inominável e nada agradável.
Não sei fazer nada se me pressionarem. Porém consigo, como que por milagre fazer muitas coisas ao mesmo tempo apesar da minha explicita falta de organização.
Não suporto rotina! Tem que ter algo diferente no dia, nem que seja uma inesperada pipoca com chá à tarde.
Péssima com números, amante das letras. Lógica e paciência não fazem parte do meu estreito rol de qualidades.
Não tentem me impor regras porque com certeza não vou cumpri-las e será propositadamente. Sou diferente da grande maioria das pessoas, por isso nem pensem em me comparar, isso pode frustrá-los. Não espero acertar toda vez, afinal errar é humano. E isso não é defeito, é aprendizado.
Aglomeração de pessoas me sufoca. Gosto da solidão da madrugada e do silencio da noite, faz bem passar algum tempo dentro de mim mesma. Borboletas me dão sensações estranhas que costumo chamar de medo. Fora isso quase nada me amedronta, as tempestades me encantam, apesar de já ter fugido delas um dia. Não tenho medo do escuro, da bruxa na floresta, do bicho papão, do lobisomem, do vampiro, ou do pior monstro que a imaginação vir a criar ou já ter criado. Concentro minhas suspeitas no ser humano, este é o mais perigoso, finge, dissimula, engana e ao contrário dos outros nunca podemos saber o que esperar deles.
Escrevo ficção, mas não consigo mentir, não porque seja uma pessoa impecável, não mesmo, mas porque simplesmente não sei usar desta arte cara a cara, bem que eu tento, mas existe algo aqui dentro, que mesmo contra a minha vontade me entrega.
Não suporto pessoas hipócritas, não tolero falsidade, e se for para defender as minhas ideias sou capaz de descer ao inferno. Ao defender o que penso, luto por ter a liberdade de ser eu mesma.
Necessito de café pela manhã, caso contrário, passo o dia sendo a fotocópia de um zumbi, para a noite morrer de enxaqueca por abstinência. Nunca experimentei cérebros, por hora os analgésicos estão dando conta direitinho (Eca! Que nojo!).
Prefiro o amargo ao doce, o frio ao calor, o selvagem ao domesticado, o terror ao romance, o sexo ao carinho, a lealdade à fidelidade, a sinceridade à honestidade.
O vilão é mais interessante que o herói. Sempre rouba a cena! Sua história é mais elaborada, mais difícil de criar. Sua personalidade mais complexa... Enfim... é por eles que me apaixono.
Escrever é um arrombo de sentimentos, não da para escrever sem sentir, praticamente entro em transe quando o faço. É um ato que da a liberdade para fazer qualquer coisa. É mais que uma paixão lidar com as palavras. Vivenciá-las a cada cena é lançar um olhar para o íntimo e ver que é possível ser imortal e ao mesmo tempo ter varias vidas...
E claro!
Sorve-las até a última gota...


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