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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Somente - Marjory Tolentino







Quero um amor que arrebata, que destrua.
Quero um o amor que se entregue e me mate.
Quero um o amor que me fira.
Que me faça sentir dor.
Que me coma.
Que provoque lágrimas provando que viva estou.
Quero um amor que me enlouqueça e me consuma.
Quero dar-me a ele.
Quero vivê-lo!
Mesmo que morra ou enlouqueça.
Mesmo que mate ou adoeça.
Caso contrário, não serei completa.
Caso contrário, não estarei inteira.
Serei sempre metade...
Metade de algo que busco e desconheço.
Metade de algo que não tem metade.
Metade de um fim eterno!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Grito! - Marjory Tolentino




Arranca de mim esta dor insuportável. Arranca com as mãos, com os olhos...
Tira ela de mim como se tira algo que se deseja do peito. Faz-me sentir suas digitais por dentro...
Arranca tudo que for meu: minhas vísceras, meus olhos, meu cérebro. Arranca com a boca, com a alma...
Tira de mim tudo que for seu: meu eu, minha essência. Arranca com a língua, com os dentes...
Arranca-me de mim. Joga-me dentro de si. Liberta-me de mim. Cura-me...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Alento - Marjory Tolentino




Se a morte chegasse...
Eu a temeria.
Eu a desejaria.
Se ela chegasse teríamos uma longa noite de amor.
Onde o escuro se uniria as sombras,
Onde a dor se uniria ao prazer.

Se a morte chegasse...
Eu a amaria.
Eu a temeria.
Se ela chegasse fugiríamos juntos.
Como quem quer viver.
Como quem se amedronta fácil.
Como alguém que não quer morrer.

Se a morte chegasse...
Eu a temeria.
Eu a desejaria.
Faria dela minha companheira.
Minha amiga inseparável.
Se ela chegasse tudo acabaria
Dor, amor, desejo, sorte, azar...
E o desespero também acabaria

Se a morte chegasse...
Eu a amaria.
Eu a temeria.
Tocaríamos mutuamente uma a outra.
Mas, tenho medo!
Ela não quer vir até mim!

Se ela chegasse e me tocasse...

Ah! Tenho pena da morte!

Se ela chegasse e me tocasse...

Com certeza, também sucumbiria.

domingo, 8 de maio de 2011

Carta ao Tempo - Marjory Tolentino


Ao passado... Em primeiro lugar meus pêsames, sinto muito! Tenho muito que agradecer a ele, sem o qual eu jamais seria que eu sou. Foi com ele que aprendi, a amar, chorar, sorrir, enfim ser feliz. Porque, se não sabemos o que é sofrer, seremos incapazes de sabermos o que é a felicidade.
Lembra quando eu dizia que queria que o futuro chegasse logo? Pois bem, ESQUECE! Sinto falta de você. De quando brincava de fazer bolhas de sabão, de boneca velha, de subir no pé de jabuticaba (que já não mais existe) e se empanturrar até passar mal. Ah! Quantas vezes eu fui injusta com você... Muitas vezes me alertou que estava quase no fim, mas eu não dei ouvido. Achei que sabia tudo e na verdade eu ainda não entendia nada. Mas não posso dizer que não valeu à pena. Tudo foi muito lindo. E a saudade que sinto é de poder viver tudo de novo, e ao contrário da maioria não queria você de volta para reviver com a sapiência que possuo, queria revive-lo com a inocência de antes, senão perderia a graça...

Ao presente... Não sei exatamente o que dizer. As coisas vão bem por hora. Não tenho muitas certezas, mas as dúvidas, as poucas duvidas que possuo, não me incomodam tanto. Não sou solitária, não sou infeliz, pelo menos não estou infeliz. Amo meus amores. E me sinto viva a cada inspiração e expiração dada. A juventude ainda é minha companheira, mas sei que logo, logo ela vai partir e sua irmã a maturidade chegará, espero recebê-la com muitas pompas. Afinal só a conhecerei uma única vez em toda a vida e por muito pouco tempo, porque logo depois que a maturidade partir, minha ultima amiga a velhice chegará e me dizem que esta não é nada fácil de aturar. Mas será bem vinda assim mesmo e como Tratei a infância com certa indiferença, valorizei demais a adolescência, não aproveitei por completo a juventude, espero ter a sabedoria para dosar o viver na maturidade e velhice. Ah! Sim! Mas é do presente que estamos falando! Agora estou fazendo o que mais gosto, amando, vivendo em família, beijando muito meus filhos, enfim vivendo...

Ao futuro... Não tenho palavras. O único pedido (e espero que seja aceito) é que ele venha. Sem pressa, sem afobamento, mas que venha. Por favor, venha! Não me importa se vai ser bom ou ruim, porque isso quem vai decidir serei eu mesma e estou muito propensa a achar que tudo será muito bom. Afinal somente eu mesmo posso me fazer infeliz, ou deixar que me façam infeliz.
Como não estou nem um pouco a fim de deixar isso acontecer... Quero poder deixar um legado em que todos aproveitem dos frutos que plantei. Deixarei algo que vai realmente fazer a diferença para aqueles que quiserem e estiverem realmente abertos a entender. Deixarei as palavras! As minhas palavras. Palavras que nunca falei a ninguém, palavras que muitas vezes engoli e as calei, sufocando sentimentos. No futuro irão me conhecer de fato. Você que tem duvidas a meu respeito se sobreviver ao presente saberá quem sou. E quando chegar o fim de todas as coisas, espero ter calma, inteligência e coragem suficientes para levar numa boa o fato de que o meu tempo já passou e é hora de novas coisas, novas experiências, novas pessoas e eu já não pertenço mais a este tempo. Ai sim meu amigo passado me encontrarei com você e mataremos todas as saudades que temos um do outro. Só peço a você futuro que me ajude a tornar minhas palavras fáceis, espero que elas acalentem os corações de quem perdeu as esperanças, quero que meu exemplo ajude as pessoas que amo a viverem melhor. Aos que deixo um aviso, (não é um conselho) Vivam intensamente, sem ferir os outros, sem ferirem a si mesmos. Vivam respeitosamente e não se preocupem com coisas que não tenha solução ou não valham à pena. Não existe ditado mais correto que este: “O que não tem solução, solucionado esta.” Assim quando eu for me encontrar com o passado, tenha a certeza que nada foi em vão.  E que cumpri o meu destino o melhor que pude...



domingo, 2 de maio de 2010

Sem você - Marjory Tolentino


 
Por pensar em instantes, não lembrei de mim.
Por não lembrar-me de mim, me doei a você.
Seu choro e a dor da minha alma
Seu sofrimento é a angustia do meu mundo.
Sem seu olhar morro.
Sem você não existo.
Porque você é uma parte do meu corpo.
Um órgão...
Porque você é vital em mim.
Minha alma...
Por você eu mataria.
Por você eu morreria.
E se me negassem a existência mútua contigo.
Eu me negaria existir...

Marjory Tolentino

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O eu autor - Marjory Tolentino



Sou aquela que escreve por prazer. Em cada palavra há um sentimento, uma lágrima, um sorriso. Há a mistura de ódio e amor. Existe o calor das carícias dos amantes, aqueles que protagonizam os amores não vividos que na ânsia de tornarem reais suas almas, se esvaem em cada letra. Também há o afago quente e suave como um cobertor e doce como chiclete sabor "tutti-fruti" de infantis mãos a passear pelo rosto velho e sofrido de muitos.
Sou aquela que se deleita com uma mentira bem contada, que não se assusta com o monstro escondido em cada página, que briga com sua própria criação e discute com ela como se pudesse fazê-la entender aquilo que quer. Sem pedir licença como um Deus cria, mata, destrói, arrebata.
Sou aquela que vive, morre, cria inimizades, molda personalidades.
Sou aquela que briga com o mocinho e se apaixona pelo bandido, ou...  mata o bandido e casa-se com o mocinho.
Sou aquela que neste mundo sou mais que um Deus. Tenho todo poder em minhas mãos, tenho o maior poder em minhas mãos. Através delas posso fazer chorar, amedrontar, sorrir, amar, odiar... Enfim através de mim se sente.
Sou capaz de sujar os sentimentos mais puros, de influenciar ações e pensamentos.
Sou aquela que manipula seus sonhos, seu pensamento e se você me deixar entrar em sua mente ficarei em ti, mas não por muito tempo só o suficiente para te fazer sentir...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sabores agridoces - Marjory Tolentino


Tentei pensar, mas você não deixou
Tentei mudar, mas você não permitiu
Então, não pensei, não mudei...

Sujeitei a alma... O tempo passou e eu acabei. O tempo passou e eu desertei. Porém, insisti, lutei...
Perdi...
Mas veio a calmaria de sentimentos. E embrulhados em papel de bala, joguei fora todos os meus sonhos que cheiravam a hortelã. Substitui por outros com sabores exóticos de carambolas com pistache e limão com avelãs.
Então me revirando por dentro, forcei a calmaria ir embora. Expus minhas vísceras lavei-as e as reinstalei.
Tentei pensar, você já não me ordenava...
Tentei mudar, você já não me importava.
Então pensei, mudei... O tempo passou e eu renasci. O tempo passou e eu amei. Porem sorri, vivi...
Venci...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Juventude - Marjory Tolentino


Hoje me lembrei de quando vivia na juventude,
De quando podíamos tudo.
Quando nossos navios venciam os sete mares,
 Mesmo sendo navios feitos de folhas de caderno feitos por mãos infantis...
Hoje me lembrei de quando éramos jovens,
De quando podíamos tudo.
Quando nossas armas matavam de “mentirinha” todos os bandidos das redondezas, mesmo sendo armas feitas de galhos retorcidos.
Hoje me lembrei de quando vivíamos na juventude,
De quando podíamos tudo.
Quando éramos princesas e príncipes e todos os nossos desejos eram atendidos o mais rápido possível...
Quando não tínhamos dor ou quando a tínhamos era passageira e superficial.
Hoje as dores que temos ou são profundas, doem a alma ou já doeram tanto que nem sentimos mais.
Hoje vemos o mundo real, o mundo onde os navios frágeis não vencem oceanos.
Um mundo onde as armas realmente matam.
Um mundo onde não somos ninguém.
Um mundo onde a maioria não significa nada.
Espero um dia encontrar aquele jovem que acreditava que seres fantasiosos existiam.
Espero que aquele jovem só esteja perdido, tomara que não tenha morrido em uma das suas aventuras.
Tenho muita vontade de reencontrá-lo.
Sentar e conversar cm ele horas a fio. Perguntar-lhe sobre o que se passou. Por que se escondeu de mim.
Quero saber se ele ainda esta por ai em algum lugar só esperando que mundo se acalme.
Talvez ele esteja assustado por não reconhecer o mundo.
Espero encontrar-lo em um mundo onde não importa o navio que se tenha e sim a vontade de navegar.
Espero um dia encontrá-lo em um mundo onde a morte já não reine, onde armas já não matem, onde a vida se espalhe sem restrições.
Quero encontrá-lo alegre, feliz desejoso de conhecimento.
Vou procurar... Vou ver se encontro este jovem!  Ele deve estar ou muito escondido, ou tão escancaradamente inexpressivo que se torna impossível visualizar seus sonhos...

Marjory Tolentino

sábado, 27 de março de 2010

Filhoctomia - Marjory Tolentino

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Você foi amado e desejado.
Querido...
Mas não ficou comigo...
Um presente...
Tão sereno, frágil, indefeso.
Será que te dei segurança?
Sei que me ouviu.
Sei que sabia que estava ao seu lado.
Não teve tempo de saber tudo.
Não tive tempo de lhe ensinar o que sei.
Não conheceu o melhor do mundo.
Mas conheceu o melhor amor do mundo.
Não tivemos muito tempo juntos.
Não nos abraçamos.
Só choramos...
Era meu...
Fomos um só.
E fomos dois.
Ignorando o grande amor que nos unia...
Ela nos separou.
Ficaram lembranças e saudades.
Se lembra?
Mesmo sem que quiséssemos, surgiu o adeus.
Espero...
Eternamente...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Indecifrável - Marjory Tolentino


Amo você.
Quando nos encontramos todas as noites,
Eu o amo.
Sou apaixonada pelo seu mistério,
Por seus ideais, por suas vontades.
Só conheço de ti o pensamento
E aquilo que se sente é a única coisa real que temos.

Possui-me todas as noites
É neste momento que me entrego
E sinto a sua entrega.
É neste momento que durmo exausta em seus braços oníricos.
O que é físico não importa.
Há coisas mais importantes que isto.
Minha necessidade de ti, do seu pensamento,
Das suas palavras sem voz.

Amo a idéia da sua existência e o encanto do seu ser.
Homem, ser humano indefinido, desprovido de sexo.
Ser intenso, exótico.
Um enigma que decifro hoje
Só para descobrir que na próxima noite
Terei que repetir a descoberta.
Porque você não é desvendável.

Não foi feito para ser entendido.
Foi criado para ser sentido.
Sem perguntas, sem culpas.
É tudo que desejei.
Descrevo a mim mesma seu toque pelo meu corpo.
Todas as noites você esta comigo.
Consolando-me e agradando-me.

Sinto em ti a solidão dos amaldiçoados e o medo dos banidos.
Somos seres únicos.
Amantes incompreendidos.
Apaixonados e desejosos de si mesmos.
Você é um ser intenso, profundo e enorme.
Um buraco negro imaginário cuja força de atração me suga a alma e me devolve a vida
Volto a ser o nada quando sai de mim, ao me deixar retorno ao caos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quero um amor - Marjory Tolentino



Quero um amor que me arrebata, que me destrua.
Quero viver o amor que se entregue e me mate.
Quero sentir o amor que me fira,
Que me doa,
Que me coma.
Que provoque lágrimas e prove a mim mesma que estou viva.
Quero um amor que enlouqueça e me consuma.
Quero me doar a este amor.
Quero vivê-lo.
Mesmo que morra ou enlouqueça.
Mesmo que mate ou adoeça.
Caso contrário não estarei completa, não estarei inteira.
Serei sempre metade.
Metade de algo que busco e desconheço.

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